sexta-feira, 13 de julho de 2012

AS SETE CARTAS DO APOCALIPSE









Substrato Histórico

INTRODUÇÃO

Acontecimentos históricos relacionados nas sete cartas dirigidas pelo Senhor Redivivo às sete Igrejas da Asia.

João fora exilado na Ilha de Patmos que ficava no Mar Egeu. Media dez milhas de comprimento por seis de largura. Era montanhosa e sem nenhuma vegetação. Era um terrível presídio romano para onde remetiam os piores criminosos daqueles tempos.

O apocalipse de João descreve os acontecimentos relativos à consumação da história da redenção do homem. Um verdadeiro drama escatológico nos é apresentado através de visões, revelações, símbolos e figuras que mostram a poderosa mão do Senhor restaurando todas as coisas em benefício do seu povo redimido.

O número sete indica completude, perfeição, plenitude: sete igrejas, sete estrelas, sete castiçais, sete cartas, sete anjos, sete trombetas, sete espíritos, sete taças, sete selos, sete ais, sete parábolas, os sete dias da semana, etc. Tudo indicando algo que está completo.

Assim, as sete cartas indicam, sete períodos da história da Igreja que ficará completa com as ocorrências referentes à última carta, ou seja, à Igreja de Laodicéia.

1 - ÉFESO

Período apostólico
1.1 - Dados históricos e geográficos da cidade

Antiga capital da Jonia, estava localizada na costa do Mar Egeu.
Éfeso ocupava a posição de primeira e maior metrópole da Ásia pelos seguintes fatores:
1.1.1 - Tinha o porto mais importante da Ásia
1.1.2 - Devido a sua lealdade ao Imperador, possuía uma distinção política de ser uma cidade livre e poder governar-se a si mesma.
1.1.3 - Em Éfeso foi construído o famoso templo de Artêmis, ou Diana dos Efésios, que era considerado uma das maravilhas do mundo antigo. Era um local importante da religião pagã.
Além desse templo, havia também dois ou três templos construídos para adoração aos imperadores romanos.
1.1.4 - Éfeso recebeu o evangelho com muito ardor. Paulo permaneceu em Éfeso por aproximadamente três anos(Atos 19:10; 20:31) onde o Senhor Deus “pelas” mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias” (Atos 19:11). Foi nesta cidade que o mesmo apóstolo levou doze varões a uma experiência mais profunda na Obra do Senhor (Atos 19:1-7). Outros irmãos estiveram em Éfeso: Timóteo (I Timóteo 1:3), Áquila, Priscila e Apolo (Atos 18:19, 24,26).
Na atualidade somente existem ruínas da grandeza passada pois foi transformada no decorrer do tempo, em uma zona pantanosa arrasada, distante uns três ou quatro quilômetros do mar.

1.2 - Essência da carta Apocalipse 2:1-7
1.2.1 - Apreciação pelo seu labor e perseverança;
1.2.2 - Aversão aos falsos apóstolos;
1.2.3 - Paciência e firmeza de propósito;
1.2.4 - Lealdade ao Evangelho do Senhor;
1.2.5 - Rejeição conjunta das obras dos Nicolaítas;
1.2.6 - Perda do primeiro amor;
1.2.7 - Exortação ao arrependimento.

1.3 - Aplicação profética na história da Igreja
1.3.1 - Caracterização dos nicolaítas:
Os nicolaítas eram julgados logo cedo, como adeptos de Nicolau, prosélito de Antioquia e um dos sete diáconos (Atos 6:5) que se desviou do Evangelho. Deduzimos de Apocalipse 2:14-15, que eles mantinham o mesmo erro dos Balaamitas, a saber, ensinar e comer coisas sacrificadas aos ídolos e prostituir ou adulterar. Foram estes os primeiros pecados condenados pelo Primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém, mais ou menos no ano 51 A.D. (Atos 15:20).
E notável que os nomes de Nicolau e de Balaão cognatos; Balaão: ele tem consumido o povo e Nilolau: ele vence o povo.
Se este ensino foi tão energicamente repelido pelos efésios (versículo 2) concluímos que se espalhava rapidamente. Nicolau levantou um grupo na Igreja que se comprometeu com o paganismo, a fim de permitir que os Cristãos participassem, sem embaraços, em algumas sociedades seculares. Havia, por exemplo, em Tiatira, muitas industrias de tecelagem donde procedia Lídia, a vendedora de púrpura. (Atos 16:14)
1.3.2 - Situação política, social e econômica do primeiro século.
O Império Romano compreendia no tempo do Novo Testamento, a todo o mundo civilizado desde o oceano Atlântico a Ocidente do Rio Eufrates e Mar Vermelho a Oriente; desde o Ródano, Danúbio, Mar Negro e Montanhas do Cáucaso ao Norte, até o Saara no Sul, estendia-se em vasto Império sob a chefia e ditadura virtual do Imperador, chamado no N.T., tanto rei, como Augusto (I Pedro 2:17 e Lucas 2:1). O mundo do Império Romano não era diferente do mundo atual. Viviam, lado a lado, ricos e pobres, homens virtuosos e criminosos, livres e escravos e as condições sociais e econômicas eram, sob muitos aspectos, semelhantes às do presente. Os historiadores como Plínio, o Moço e Suetônio, mostram que as guerras constantes haviam dilacerado as economias e o Império enfrentava sérias dificuldades de sobrevivência econômica.
A escravidão era uma chaga social. De cada três cidadãos, dois eram escravos. E os escravos eram tratados como objeto do qual podia-se dispor a qualquer instante. O trato para com os escravos era cruel e desumano. A imoralidade e a corrupção administrativa eram males sociais irreprimíveis. O povo adorava centenas de deuses. O panteão estava abarrotado de imagens de todos os tipos: de quadrúpedes, de répteis (Romanos 1) sem excluir o culto aos Imperadores. No entanto, os deuses em nada contribuíram para elevar os padrões morais, políticos e sociais; pelo contrário, o politeísmo foi uma das causas da queda irreprimível do Império.
Eis em poucas palavras, o mundo em que os pregoeiros da verdade do Evangelho terçaram suas armas persuasivas levando a Palavra da cruz a milhões de perdidos.

2 - SMIRNA

Período: Pós-apostólico - Era das perseguições
2.1 - Dados históricos e geográficos da cidade
Esta cidade era uma das mais prósperas da Ásia e era conhecida como “a coroa da Ásia” pela sua beleza e formosura.
A posição geográfica de Smirna era privilegiada, pois havia um porto muito seguro, protegido por rochas. Era uma cidade conveniente para o comércio.
Smirna, a exemplo de Éfeso, era uma cidade livre, sendo considerada a cidade mais fiel à Roma, entre todas as cidades orientais.
Smirna era portentosa também pela cultura, conhecimento e artes.
Havia em Smirna uma população de judeus, numerosos e influentes que eram hostis aos seguidores de Jesus, opondo-se, de todas as formas, à Igreja.
Policarpo foi nela martirizado em 155 A.D. durante celebração dos jogos públicos.

2.2 - Essência da carta
Apocalipse 2:8-11
2.2.1 - Uma Igreja atribulada;
2.2.2 - O seu Senhor sofreu, morreu mas reviveu;
2.2.3 - Uma Igreja pobre(materialmente), mas rica espiritualmente.
2.2.4 - Existência de judeus blásfemos. Sinagoga de Satanás. Eles se aliaram aos pagãos contra a Igreja;
2.2.5 - Uma tribulação de dez dias. Dez perseguições do Império Romano;
2.2.6 - Apelo à fidelidade;
2.2.7 - Promessa ao vencedor.

2.3 - Aplicação profética na história da Igreja
2.3.1 - Causas das perseguições
a) A Igreja não cultuava aos Imperadores;
b) Ela não adorava a nenhum dos deuses que eram patronos de cidades e províncias, os quais foram importados da Grécia;
c) A Igreja só reconhecia a Jesus Cristo como o Senhor quando todos adoravam os Césares e os chamavam de seus senhores;
d) Praticavam seu culto ao Senhor e celebravam os sacramentos independentemente;
e) Em questões de comportamento, os cristãos superavam aos pagãos, pois eram superiores na inteligência, na moral e nos costumes.

A perseguição desencadeada por Diocleciano foi tão atroz que mereceu o título de “A Era dos Mártires”. Consta que ele chegou a cunhar uma moeda com os dizeres: “Nomine Cristiano Delecta Est.”: Destruído o nome de cristão.
Mas o sangue dos mártires regou o solo para que a árvore viçosa e frondosa da Obra do Senhor florescesse como um desafio aos poderes do mal. Cristo recolhia aos deleites celestiais aqueles que, na terra, o honraram com o martírio. De cada chacina sanguinária, a Igreja despontava mais forte, mais robusta e aumentava o número daqueles que estavam dispostos a pagar com a vida o heroísmo de sua fé no Salvador. Na forja do sofrimento agudo produziam-se os mais brilhantes caracteres.
A luz da verdade inevitável como os raios solares, penetrava às sombras do politeísmo lançando por terra os edifícios de areia movediça, os pantanais em que se achava atolada a desventurada raça humana.
A Igreja se dispôs ao martírio, ao sofrimento, por amor Aquele Que .lhe dera 8 própria vida no patíbu1o infamante de uma cruz. Era irresistível o fascínio de seu corpo cicatrizado, de sua fronte perfurada pelos espinhos de uma coroa de cipreste. Seus pés e mãos traspassados pelos agudos cravos, seu sangue derramado pela redenção de uma raça atolada na miséria moral. Crer e esperar, sofrer e sorrir eis o caminho traçado para o povo que se dispõe a servir ao Senhor.

3 - PÉRGAMO

Período: Era de Constantino
O surgimento do catolicismo romano
3.1 – Dados históricos e geográficos da cidade
Sob o ponto de vista da história Pérgamo era maior de todas as cidades da Ásia. Existia em evidência desde 400 a.C. e perdurou até 400 A.D.
Sua posição geográfica era importante pois estava construído sobre uma colina elevada, cônica.
As principais características de Pérgamo eram: ser um centro cultural e um grande centro religioso do mundo antigo.
3.1.1 - A parte cultural abrangia a arte, escultura e filosofia. Em Pérgamo havia uma biblioteca muito famosa;
3.1.2 - No campo religioso, Pérgamo era um importante centro de adoração pagã. Havia dois santuários famosos, o templo de Atenas e de Esculápio. Tinha também um altar de Zeus erigido num monte a 250 metros de altura, com aspecto de um trono. No culto a Esculápio, pessoas do mundo inteiro corriam para buscar cura para suas enfermidades.

3.2 - Essência da carta
Apocalipse 2:12-17
3.2.1 - O Senhor se apresenta com uma espada de dois gumes (sua Palavra);
3.2.2 - O Senhor conhece a situação da Igreja;
3.2.3 - Estímulo à coragem: (Antipas, minha fiel testemunha);
3.2.4 - O erro da tolerância para com as doutrinas de Balaão: coisas sacrificadas aos ídolos e a prostituição;
3.2.5 - Não negaste o meu nome: havia um remanescente fiel;
3.2.6 - Apelo ao arrependimento;
3.2.7 - Promessas: maná escondido, pedra branca, novo nome.

3.3 - Aplicação profética na história da Igreja
O maná era símbolo do próprio Cristo, de sua vida abundante oferecida ao crente. O pão que desceu do céu e dá vida ao mundo (João 6:48-51). Eles não precisavam de participar dos banquetes do mundo, pois o Senhor preparou um banquete celestial para o seu povo redimido. A pedra branca era símbolo de absolvição do réu. Nos tribunais da Grécia, os jurados exibiam uma pedra cada um, como voto. Se fosse para condenar o réu a pedra seria preta, se fosse para absolvê-lo a pedra seria branca. Além disso, a pedra branca dava direito aos foros da cidadania celestial aos salvos.
O novo nome era símbolo de identificação com o Senhor e de apropriação de seu poder para a realização de sua obra.
Pelo Edito de Milão em 313, Constantino libertou a Igreja da perseguição e deu margem para que o paganismo invadisse os arraiais da cristandade. A igreja começa a divorciar-se da simplicidade do Evangelho e a embrenhar-se pelos pantanais do paganismo, cujos reflexos ainda se acentuam no seio da Igreja Católica-Romana, embora, sem nenhum fundamento bíblico.

3.3.1 - Inovações heréticas no culto cristão
a) Adoração aos mártires (Santos);
b) Adoração à Maria “Rainha do céu”;
c) Adoração às imagens de escultura;
d)Adoração às relíquias;
e) Os sete sacramentos (Eucaristia, Batismo, Crisma, Penitência, Ordens, Matrimônio, Extrema unção);
f) A transubstanciação;
g} A regeneração batismal (o Batismo faz o Cristão);
h) As velas, os turíbulos, os castiçais, etc;
i) A casta sacerdotal: volta ao sacerdócio do V.T.;
j) Os conventos;
k) A missa (repetição desnecessária do sacrifício de Cristo feito uma só vez);
1) A Simonia (venda de cargos sagrados);
m) A água benta;
n) O purgat6rio (doutrina herética inventada por Gregório I);
o) A intercessão pelos mortos (dia de finados);
p) As indulgências (venda de perdão dos pecados);
q) Ordens monásticas (centros de moral);
r) O uso de incenso. O sinal da cruz;
s) O direito da primazia universal reivindicado pelo papa de Roma;
t) A confissão auricular, além do direito de excomunhão e canonização do celibato clerical, romarias, imaculada conceição e infalibilidade papal.


4 - TIATIRA
Período: Idade média
A impostura do sistema papal.
4.1 - Dados históricos e geográficos da cidade Fundada em 300 a.C. aproximadamente, estava localizada num vale, entre as cidades de Pérgamo e Sardo, à margem da entrada comercial romana.
Embora se adorasse ao imperador por efeito da ocupação militar pelo Império Romano, Tiatira não tinha significado religioso especial algum.
Era um importante centro comercial e industrial de tecidos e telas de lã. Lídia, a vendedora de púrpura era de Tiatira (Atos 16:14). Devido a essa característica, a cidade era sede dos grêmios ou sindicatos que existiam com a finalidade de proteger os trabalhadores da indústria e do comércio a eles filiados.
A característica desses grêmios era celebrar banquetes em templos pagãos onde havia o ato religioso formal e a comida ali oferecida era sacrificada aos ídolos.
Esses banquetes eram ocasião para atos pecaminosos e bebedices.
A participação dos cidadãos nesses grêmios e em suas atividades era condição fundamental para o êxito nos negócios e em sua vida material.
O verdadeiro servo não podia comprometer-se com o mundo dessa maneira e viver o Evangelho em. sua plenitude.

4.2 - Essência da carta
Apocalipse 2:18-29.
4.2.1 - Cristo, o Filho de Deus. Olhos como chama, pés de latão reluzente (bronze polido);
4.2.2 - Boas obras. Amor, Fé, Serviço, Perseverança;
4.2.3 - Tolerância para com Jezabel, a profetiza prostituta. Jezabel - Balaão - Belial - Baal. Símbolo dos poderes do mal;
4.2.4 - A existência de um remanescente fiel;
4.2.5 - Cada um receberá segundo suas obras;
4.2.6 - Exortados a conservar o que tinham;
4.2.7 - Promessa: autoridade sobre as nações, particl pação no Reino e no Juízo Final, recepção da estrela da manhã. Tudo isto ao vencedor.

4.3 - Aplicação profética na história da Igreja
4.3.1 - Caracterização de Jezabel
A profetiza que propaga o ensino dos- Nicolaítas é chamada Jezabel. Pois a rainha daquele nome tentou estabelecer em Israel, um culto idólatra em lugar do culto ao Senhor. Recebeu ela a dura acusação de prostituição e feitiçaria (II Reis 9:22). Filha de Etbaal, Rei-Sacerdote de Tiro e Sidon, foi casada com Acabe, para ratificar uma aliança entre Tiro e Israel. Foi feita provisão para que ela continuasse a adorar seu deus Baal em sua nova Pátria (Samaria) I Reis16:31-33.
Ela tinha caráter forte e dominante e era voluntariosa e impetuosa. Para o culto a Baal ela contava com 50 profetas, além de 400 profetas da deusa Aserá. (I Reis 18:17-40). Mas nem o massacre de seus 450 profetas foi capaz de diminuir seu zelo idólatra. Era altiva, inescrupulosa, idólatra e feiticeira, além de prostituta. Sua usurpação do trono deu como resultado o extermínio da casa de Acabe determinado por Deus, através do Rei Jeu (II Reis 10). Triste lembrança! Sem excluir o destino acontece com aqueles que se rebelam contra o Senhor.
Assim como Jezabel perturbadora a Israel com seus pecados, idolatria, feitiçaria e prostituição, além de ser assassina e sanguinária, tendo recebido das justas mãos de Deus o castigo que merecia, assim surge, agora, no meio da Igreja, uma Jezabel que encarna toda. as caraterísticas daquela personagem Vetero-Testamentária.
“Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetiza, ensinar enganar os meus servos para que se prostituam e comam do sacrifício da idolatria. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem de suas obras” (Apocalipse 2:20-22).
Jezabel exorbitou de seu papel de rainha e de dona de casa, para usurpar o poder político e interferir no destino da nação israelita. Assim a Igreja Católica-Romana caracteriza-se como a mulher vestida de púrpura, montada numa besta de cor de escarlata.
Apocalipse 17:3-4, transcende a área pura e simplesmente religiosa para interferir no governo das nações com grandes vantagens de ordem material.

4.3.2 - Caracterização do papado da idade média
a) Evolução histórica
O sistema papal tomou forma e se tornou dominante a partir de Gregório I, no ano 590 A.D. Daí por diante haveria uma sucessão ininterrupta de pontífices, com prerrogativas cada vez mais absurdas.
b) A Igreja como senhora do mundo(em vez de serva)
A Igreja Católica se impõe como senhora absoluta do mundo, a cuja voz, todos se curvam indefesos. O papa se torna Juiz das nações em todas as questões de caráter social, político, jurídico, comercial, civil ou religioso. Tudo tinha necessariamente, que ser submetido à apreciação do papa ou seu representante, que, no entanto, cobrava taxas para qual quer coisa, como assinar um documento, etc.
c) A corrupção moral do clero
A vida do clero era totalmente divorciada dos princípios bíblicos. A imoralidade, a sensualidade, a pornografia, o concubinato, a cobiça, a prostituição, a leviandade, as manobras políticas, a zombaria, o enriquecimento ilícito, a falsificação de documentos com fins inconfessáveis, a corrupção moral, a carnalidade, a simonia, a venda das indulgências, a intromissão na área política, social e econômica dos estados, a tirania, a opressão, o orgulho pontifício, a jactância, a luxuria, o fausto e as púrpuras cardinalícias faziam do papado e da Igreja o retrato da Babilônia de Apocalipse 17 e 18.
A embriagues, a lascívia, os vícios sociais, o celibato clerical, imposto por Gregório VII, o excesso de dias santos e feriados religiosos, faziam com que o clero se tornasse vagabundo e ocioso. Não havia a menor assistência espiritual ao povo, embora milhões de pessoas estivessem gritando por socorro. O clero era, em geral, ignorante. Houve na época em que cerca de 40 padres não sabiam quem era o autor do Pai-Nosso.
d) A igreja monopoliza a salvação
A igreja fez com que a salvação dependesse da administração dos sete sacramentos, além de inventar a doutrina anti-bíblica do purgatório para extorquir o povo e forçá-lo a dobrar-se diante de sua supremacia espiritual. Transformou-se, por conseguinte, num simulacro, numa caricatura da Igreja de Cristo, razão pela qual, o Senhor decretou a sua falência, quando diz: “caiu, caiu a grande Babilônia! ... sai dela, povo meu...” Apocalipse18.

5 - SARDO

Período: Revolução religiosa
A reforma
5.1 - Dados históricos e geográficos da cidade
Sardo era uma cidade rica. Existente desde o século XIII a.C., era a capital do reino de Lídia, que foi o maior poder, encontrado pelos gregos em sua missão conquistadora, durante a colonização da Ásia Menor. - Creso, o mais notável dos dominadores, se envolveu com Ciro da Pérsia e foi derrotado em 546 a.C. Ciro tomou a cidade e a transformou numa satrapia da Pérsia, para onde foi transportada toda a riqueza de Creso.
Em 334 a.C., Sardo foi oficialmente dominada por Alexandre, o Grande. Em 334 a.C., Antíoco a conquistou e a saqueou. Em 190 a.C. os romanos a conquistaram.
Sardo sofreu um terremoto em 17 a.C. sendo destruída quase que totalmente. O imperador Tibério ajudou na reconstrução da cidade de forma generosa.
Atualmente só existem ruínas da cidade antiga, e uma pequena aldeia denominada Kalessi, em nada comparável com a cidade gloriosa do passado.
5.2 - Essência da carta Apocalipse 3:1-6
5.2.1 - Cristo possui os sete Espíritos: o Espírito, em sua plenitude;
5.2.2 - A igreja quase totalmente morta;
5.2.3 - Faltava integridade nas obras;
5.2.4 - Exortação à vigilância e ao arrependimento;
5.2.5 - A reforma representada pelo remanescente fiel, o qual não havia contaminado suas vestes;
5.2.6 - Quem vencer receberá vestes brancas;
5.2.7 - Seu nome escrito no livro da vida.

5.3 - Aplicação profética na história da igreja
5.3.1 - Fatores favoráveis a reforma
a) O despertar do espírito nacionalista em diversos países;
b) A corrupção moral do clero - repúdio das nações;
c) A degradação da religião;
d) O povo abandonado, sentia profunda sede espiritual;
e) O surgimento de movimentos de protestos no sudeste da França com Pedro de Bruys e Henrique de Lansane e também o surgimento do Partido religioso dos Cataristas;
f) Revolta dentro da Igreja - Aurora da reforma;
John Wycliff - 1375 - Inglaterra
Johs Huss: “O N.T. é o guia suficiente para a igreja”.
g) A renascença como uma preparação para a Reforma;
h) A inquietude social como uma preparação para a Reforma;
i) Frederico, o sábio, príncipe da Saxônia, protege a Martinho Lutero.
j) João Stauptz, Vigário Geral dos Agostinianos, instrui encoraja a Martinho Lutero;
k) Felipe, o belo, Rei da França, briga com o papa Bonifácio IX e estabelece outro papa em Avinhão, Sul da França;
1) Henrique IV da Alemanha rompe com o papa Gregório VII;
m) Malancton, Calvino, Carlstadt, Guilherme Farel, Martim Bucer, são colunas mestras do pensamento da Reforma;
n) A construção da Basílica de São Pedro, iniciada por Júlio II e concluída por Leão X. Razão da vinda das indulgências pelo domínio de Tetzel.
Confronto com Lutero na Alemanha.

5.3.2 - Traços biográficos de Martinho Lutero
Nasceu em Eislebem, Saxônia, 10 de novembro de 1483. Iniciou seus estudos na Escola Eclesiástica de Mansfield e Magdenburg respectivamente. Travou conhecimento com os Irmãos da Vida Comum que aspiravam por mais vida espiritual coincidindo com as aspirações de Lutero.
Em 1501, concluiu seus estudos de Humanidades, indo ingressar na Universidade de Erfurt para cursar Direito e Filosofia. Formou-se em música e Filosofia, mas interrompeu o curso de Direito. O cair de um raio numa tempestade, ao seu lado fê-lo mudar de idéia.
Em 1505, entra para o Convento Agostiniano e começa a lecionar Filosofia em Witenberg. Em 1509, torna-se Bacharel em Teologia e leciona Dogmática no Colégio Geral da Ordem. Para dirimir uma questão surgi da entre algumas ordens da Alemanha, foi a Roma em 1510 e ficou decepcionado com a vida desregrada do Clero Romano.
Escreveu comentários de Salmos, Gálatas, Romanos, descobrindo a salvação de graça, por meio da fé em Cristo, sem o concurso das obras. Começou a desmascarar os dogmas da igreja e a contestar as teses do Humanismo de Herasmo. Em 31 de outubro de 1517, afixou na porta da Igreja, em Witemberg, as 95 teses que derrubavam toda a estrutura do Sistema Católico Romano, razão porque, teve de enfrentar duas dietas: a primeira foi em Augsburg, em 1518 e a segunda em Worms, em 1521. Dai saiu definitivamente vitorioso e sendo finalmente excomungado por Leão X, retirou-se para o Castelo de Watburg, por ordem e precaução do Príncipe Frederico, onde, em 10 meses, traduziu o Novo Testamento para o Alemão, completando, mais tarde a tradução de toda a Bíblia para a língua mater.

5.3.3 - Princípios da Reforma
a) A supremacia da Fé sobre as obras. Efésios 2:8-10
b) A supremacia da Bíblia sobre a tradição. Mateus 15:1-10.
c) O direito de livre exame das Escrituras. João 5:39
d) O sacerdócio universal dos crentes. I Pedro 2:9-10

6 – FILADÉLFIA

Período: Era das missões
6.1 - Dados históricos e geográficos da cidade
Era a mais jovem das sete cidades.
Fundada por Atalos II, cerca de 159-138 a.C.
Estava localizada à margem da grande estrada comercial romana que a ligava a outras cidades do país e ao Mar Egeu através dos portos de Éfeso e Smirna. Sofreu um terremoto em 17 A.D.
Era uma cidade de fronteira com Misia, Lídia e Frigia. A idéia era converte-la em missionária da cultura e do idioma grego entre os habitantes de Frigia e Lídia.
Era realmente uma "porta aberta" para os crentes propagarem o evangelho.
Sua terra era muito fértil. Era famosa por seus vinhos.

6.2 - Essência da carta Ap.3:7-13
6.2.1 - O Santo e Verdadeiro com a chave de Davi. Poder para reinar;
6.2.2 - Todas as promessas feitas à casa de Davi se cumprem na exaltação do Cristo-Rei;
6.2.3 - Ele fecha e ninguém abre e abre e ninguém fecha.
6.2.4 - Uma porta aberta: missões mundiais;
6.2.5 - Fidelidade à Palavra e zelo missionário;
6.2.6 - Era atormentada pelos falsos judeus;
6.2.7 - Promessas finais: livramento da tribulação, posse da coroa, etc.

6.3 - Aplicação profética na historia da igreja
6.3.1 - Ligeira referência aos reavivamentos que caracterizam este período
Os brados libertadores da Reforma estavam sendo sufocados pelos ataques descaridosos dos romanistas, os quais usavam de suas sutilezas para deter a marcha triunfal da Reforma. Por esta razão Lutero e seus companheiros se embrenharam pelos caminhos da polêmica e perderam de vista as necessidades dos vastos campos missionários, daí a razão porque Deus o Soberano da história, imprimiu um rumo diferente à sua Obra, levantando agora, avivalistas de grande porte espiritual, como João Wesley, Carlos Wesley, George Whitefield, Jônathas Edwards, João Bunyan, Dwight Liman Moody, Charles Finney, Charles Hadon Spurgeon, João Paton, Willian Karey, João Fietcher, William Booth (fundador do Exército da Salvação), Samuel Morris, Duncan CarnE bel, Stanley Jones, David Brainerd, João Hyade, Adoniran Judson, etc.
Verdadeiras chamas incendiárias, batizados com o fogo abrasador do Espírito Santo, com a Bíblia em punho, joelhos em terra, vigílias, jejuns, e assim Deus trouxe ao sagrado redil, milhões de almas perdidas que, hoje povoam as avenidas luxuriantes da Cidade Celestial.
“Eis que ponho diante de ti uma porta aberta”. Através desses homens, Deus sacudiu países inteiros que cochilavam acomodados aos limites de sistemas litúrgicos ocos, sem o sopro da vida e sem a bênção do Espírito Santo. Milagres extraordinários começaram a acontecer, os dons espirituais se manifestaram em muitos deles, e almas quebrantadas e arrependidas de seus desvarios, olhavam outra vez, para o céu e confiavam inteiramente no Senhor para a salvação.
A história dos reavivamentos é sempre uma inspiração, um estímulo, mostrando que, onde quer que haja corações dispostos a buscar a benção do Senhor, aí Ele se manifesta poderoso e pronto a imprimir um novo rumo a evolução histórica da raça humana. Milhões de almas em centenas de países, em todos os continentes do globo, receberam a mensagem única, singular, abrasadora do Evangelho da Salvação, através desses vasos humildes, sem ostentação, dispostos a sofrer humilhações, ataques, desprezos, até mesmo de companheiros de ministério, mas que não se arrefeceram na batalha do Reino de Deus. Tinham suas almas tangidas pelos raios solares, seus corações iluminados pelos fulgores do Espírito Santo. De seus lábios ungidos, jorram torrentes de águas vivas para desalterar a sede das almas tristes e desalentadas. Os séculos XVII, XVIII e XIV, viram os esplendores do céu, os portões de pérolas da Cidade Celestial abertos aos pecadores arrependidos.
Cristo era a Suprema Aspiração desses pregadores sacudidos pelo poder imenso do Santo Espírito. Suas vozes inconfundíveis ressoam ainda pelas abóbadas do infinito, como um testemunho de que Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

7 - LAODICÉIA
Período: Era ecumenista
7.1 - Dados históricos e geográficos da cidade
Laodicéia era uma das três cidades vizinhas do vale de Licos mencionados nos escritos de Paulo, sendo as outras duas Colosssos e Hierápolis. Originalmente a cidade havia sido uma fortaleza militar.
O vale onde estava situada era muito fértil, tendo abundância de todos os produtos do campo e portanto um importante centro comercial e estratégico.
Como características da cidade podemos citar que não existia águas em seus campos a não ser as fontes termais, onde as águas estavam sempre mornas. Era uma cidade rica e possuía um grande centro bancário e financeiro. Produzia industrialmente mantos de lã e também era um centro médico de importância onde se produzia e exportava colírio.
Foi merecedora da mais dura repreensão do Senhor.

7.2 - Essência da carta
Apocalipse 3:14-22
3.2.1 - Igreja rica materialmente, e pobre espiritualmente;
3.2.2 - Nem era fria nem quente, era morna. Água morna provoca vômitos;
3.2.3 - Julgava não precisar de nada, sem saber que estava pobre, cega, nua e desgraçada;
3.2.4 - Era rica e jactávase de sua riqueza material;
3.2.5 - Ignorava seu estado de profunda miséria espiritual, pois não enxergava;
3.2.6 - É admoestada a batalhar pela verdadeira riqueza espiritual;
3.2.7 - Eis que estou a porta e bato. Uma Igreja com Cristo do lado de fora!

7.3 - Aplicação profética na hist6ria da igreja
A carta de Laodicéia caracteriza a chamada Era Ecumenista, em que a Igreja perde a esperança do céu e se arroja na conquista de bens materiais e se enriquece materialmente, caindo, por conseguinte, num estado de letargia espiritual.
Troca o poder do Espírito Santo pelo poder econômico, recebendo do Senhor a triste classificação de Igreja miserável, pobre, cega, nua e desgraçada. É o triste estado de apostasia previsto nas Escrituras. I Timóteo.4:1-3.
Para se acomodar às conveniências do ECUMENISMO, ela abriu mão de princípios doutrinários considerados inalienáveis, como a inspiração Verbal das Escrituras, o nascimento Virginal de Jesus Cristo, a salvação dos Crentes pela Expiação do Calvário, os milagres bíblicos em geral, a ressurreição de Cristo, e sua vinda gloriosa e pessoal. Com o despontar da ciência e da tecnologia, o homem se tornou enfatuado em sua carnal concupiscência e achou por bem submeter as Escrituras aos crivos da razão humana. Tudo aquilo que não pudesse ser aceito pela razão teria que ser interpretado de modo a ser entendido neste contexto. Assim os corifeus da Alemanha, França, Inglaterra, Suíça, etc., elaboraram a Crítica Literária, Histórica e Textual, por cujos crivos a Bíblia foi passada, dando como resultado a negação do lastro doutrinário que foi o sustentáculo da fé da Igreja em quase vinte séculos.
A Bíblia não é livro de Ciência e nem de Filosofia e nem de Tecnologia, embora tudo isto possa ser encontrado nela de algum modo. Sua preocupação central é a salvação do homem através do sacrifício de Jesus.
A arqueologia é, talvez, o único ramo da ciência moderna que presta bons serviços ao reino de Deus, comprovando, por suas descobertas, a veracidade dos Oráculos Divinos.

8 - CONCLUSÃO
Ao concluirmos este estudo queremos caracterizar a primeira menção da Igreja feita pelo Senhor Jesus em Mateus 16:18 “... e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. A pedra a que Jesus se referia era a declaração que Pedro recebera por revelação do Espírito Santo de que Jesus é “o Cristo, o Filho do Deus Vivo”.
De fato, a Igreja do Senhor está edificada sobre essa rocha e devido a isto, pode permanecer com a chama ardente do primeiro amor até hoje.
Desde a sua instituição no Pentecostes até o arrebatamento, o Senhor Jesus poderá contemplar a sua Igreja com alegria, o seu sacrifício não foi em vão e o profeta Isaías já podia assim registrar: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito...” Isaías 53:11.
Em todos os momentos, o mesmo Espírito que revestiu os irmãos no passado, sustentou a Igreja nas horas mais cruéis, conservando sempre um remanescente fiel para levar avante as novas do Evangelho de um Senhor Redivivo.
Assim, nós hoje vivemos os instantes finais do período da Igreja. Vivemos aguardando para qualquer momento ouvirmos o ressoar da trombeta de Deus e sermos arrebatados, e estarmos “para sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:17).

AS SETE CARTAS DO APOCALIPSE


Por Bispo José Ildo Swartele de Mello

INTRODUÇÃO:

Tem muita gente que imagina que o Apocalipse é um livro repleto de mistérios enigmáticos que somente os especialistas seriam capazes de decifrar, mas isto não é verdade, pois o próprio termo Apocalipse significa revelação. Sendo assim, o que estava oculto, agora, está sendo revelado; Os sete selos que lacravam o livro  foram rompidos pelo Cordeiro de Deus, revelando, assim, como ele próprio vencerá e julgará o mal para estabelecer a plenitude de seu reino de justiça e paz (5.1-14).


Além disto, é preciso ter em mente que o Apocalipse são cartas endereçadas ao povo simples e sofredor das sete igrejas da Ásia Menor que viveram no primeiro século da era cristã. Portanto, foi escrito de tal maneira que essas pessoas humildes pudessem compreender sua mensagem.

O livro é uma revelação de como o glorioso Senhor Jesus Cristo, o soberano dos reis da terra (1.4), promoverá juízos contra os malfeitores trazendo pureza, justiça e paz ao mundo (6.12-17 e capítulos 18 a 22). O clima é de guerra contra o mal (18.14), onde inúmeros seguidores de Cristo estão sendo martirizados (6.9; 7.9-14 e 13.15; 20.4). Mas o que parece ser um sinal de fraqueza da Igreja se converterá em força, pois a morte não é o fim daqueles que seguem o caminho do Cordeiro de Deus que foi morto, mas ressuscitou e que vive e reina para sempre juntamente com todos os seus mártires (1.18; 18.14 e 20.4).



O livro traz conforto e ânimo aos que estão passando pela Grande Tribulação (7.13-17; 18.14). Eles não devem ter medo do sofrimento, pois tudo está sob o controle do Senhor Jesus (2.10). Ele triunfará sobre o mal e vingará o sangue dos inocentes (6.9-17; 18.14 e19.1-9), retribuindo a cada um segundo as suas obras (2.23; 22.12). O Rei das Nações (15.3) promoverá a cura das nações (22.2) e a maldição não terá mais lugar (22.3), pois felizes para sempre serão os que lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro (22.14; 7.14-17; 20.4). 



Esta revelação é dada à sete igrejas da Ásia menor. Não haviam apenas sete igrejas naquela região, mas sete foram escolhidas para representar a Igreja de Cristo em sua totalidade, assim como João escolheu cuidadosamente sete milagres de Jesus para registrar em seu Evangelho com o intuito de representar a totalidade dos milagres como um demonstrativo da natureza divina de Cristo. O fato do Senhor comunicar em primeira mão à igreja o que ele está para prestes a executar demonstra o alto conceito que ele tem da Igreja. 


A igreja pode ser desprezada e perseguida pelo mundo, mas é valorizada por Jesus. A igreja está no centro dos planos de Deus (Ef 1.22-23; 2.6-7; 2Co 5.18-20), ela é agente do Reino de Deus e serve como protótipo da nova criação, do novo céu e da nova terra que estão a caminho (1 Pe 2.9; Mt 5.13-15; Mt 6.10; At 1.8; 1 Pe 4.10; 2 Co 5.17; Rm 14.17). 

Assim como Deus não fazia nada sem antes comunicar aos seus servos, os profetas (Am3.7), assim também, o Senhor comunica à Igreja o que está prestes a fazer, pois ela é o Corpo de Cristo nesta terra e foi incumbida de exercer um papel preponderante na execução dos planos de Deus (Mt 28.18-20; At 1.6-8; 1 Pe 2.9), além disto, o Senhor alerta a igreja para ela não ser pega de surpresa quanto as provações que há de enfrentar em sua luta contra o mal. O conteúdo desta revelação serve também de conforto e ânimo, motivando a Igreja a perseverar em seu testemunho diante das tribulações para que ela possa cumprir com fidelidade a sua importante missão no mundo.


A Igreja possui um papel ativo nos planos de Deus. Os eventos escatológicos estão intimamente ligados ao sucesso da missão da Igreja, pois o fim só virá depois da pregação do Evangelho a todas as nações (Mt 24.14). O Apocalipse revela que haverá no céu uma multidão incontável de mártires procedentes de todos os povos, tribos e nações (7.9), sinal de que a Igreja cumprirá com sucesso sua missão, possibilitando assim que os eventos de juízo contra o mal cheguem ao clímax na consumação dos séculos que trará o dia do Juízo Final. Tais juízos são consequências da ira de Deus que virá sobre a terra para vingar o sangue dos inocentes (6.10 e17; 14.7; 16.1-7 e 19.2) e para estabelecer um novo tempo em que a maldade não terá mais lugar (21.1-7).



Agora, todo privilégio traz consigo responsabilidades (Tg 3.1). O Senhor pede conta dos talentos entregues aos seus servos (Mt 25.19). “Para aquele que muito for dado, muito será requerido” (Lc 12.48). O Senhor está revelando à Igreja os seus juízos contra o mal que estão prestes a acontecer no mundo em favor da restauração da santidade, mas, “o julgamento começa pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?” (1Pe 4.17 e 18). Sendo assim, vemos aqui nestas cartas do Apocalipse, que o Senhor Jesus que está prestes a julgar o mundo, começa seu julgamento a partir de sua própria Igreja, pois ela deve servir como luz do mundo e sal da terra. A Igreja é uma comunidade escatologia, composta por novas criaturas, que receberam um novo coração (Ez 11.19) e que foram regenerados e capacitadas pelo Espírito (Tt 3.5-6), recebendo todas as condições necessárias para viverem uma nova vida de acordo com os valores do Reino de Deus (2Pe 1.3; Ef 1.3), servindo como um sinal e também como uma semente do futuro que Deus tem planejado para toda a humanidade (Ef 1.10). Vejamos o que Jesus escreve as sete igrejas.



Lendo as sete cartas de Cristo, percebemos o seguinte padrão geral: 1. Jesus se apresenta; 2. Jesus conhece as virtudes da Igreja; 3. Jesus conhece os pecados da Igreja; 4. Jesus punirá os infiéis; 5. Jesus exorta ao arrependimento 6. Jesus recompensará os fiéis e 7. A exortação final de Jesus. Então, Vamos examinar as cartas por cada um destes sete tópicos.



1. JESUS SE APRESENTA ASSIM ÀS SETE IGREJAS:

  1. À Éfeso como aquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os candelabros (2.1).        
  2. À Esmirna como o Primeiro e o Último, como aquele que morreu e tornou a viver (1.8). 
  3. À Pérgamo como aquele que tem a espada afiada de dois gumes (2.12), 
  4. À Tiatira como o Filho de Deus, cujos olhos são como chama de fogo e os pés como o bronze reluzente (1.18); 
  5. À Sardes como aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas (3.1); 
  6. À Filadélfia como aquele que é santo e verdadeiro e que tem a chave de Davi (3.7); 
  7. E à Laodicéia como o Amém, a testemunha fiel e verdadeira e como o soberano da criação de Deus (3.14).


Então, em suas apresentações, Jesus se revela como o Senhor da Igreja, que passeia no meio dela (1.20; 2.1; 3.1), marcando sua forte presença e presença no meio da Igreja com seus pés como de bronze reluzente e como aquele que tudo vê através de seus olhos que são como chama de fogo que examina as obras de cada um, queimando o pecado, destruindo a palha e purificando o metal precioso (1.18; 1Co 3.13); E, como aquele que morreu e ressuscitou, ele conforta e anima os atribulados, e com a chave de Davi, o santo e verdadeiro, tem poder para abrir e fechar portas que ninguém pode reverter. E, com sua espada afiada de dois gumes, ele está pronto para punir os malfeitores. Jesus não é apenas o Senhor da Igreja, mas é também o soberano da criação de Deus.



2. JESUS CONHECE AS VIRTUDES DA IGREJA

Portanto, Jesus conhece pessoalmente Igreja. Ele conhece as circunstâncias adversas (2.9, 13) e destaca as virtudes das igrejas, tais como: as boas obras (2.2, 19), o amor (2.19), o trabalho árduo (2.2, 19), a perseverança diante do sofrimento e pobreza (2.2, 3, 9, 19, 3.8, 10), a perseguição e martírio por fidelidade a Cristo (2.10, 13; 3.8) sua luta contra os hereges e seu apego a sã doutrina (2.3, 24, 3.10), sua santidade (3.4), sua fidelidade (2.13; 3.10) e obediência e a sua fé e serviço (2.19).


3. JESUS CONHECE OS PECADOS DA IGREJA

Mas Jesus também conhece muito bem os pecados da Igreja, tais como: aqueles que seguem os falsos apóstolos e profetas, aqueles que seguem as heresias dos nicolaítas, Jezabel e de Balaão, aqueles que vivem na prática de imoralidades e idolatrias, aqueles cujas obras não são perfeitas, aqueles que são mornos espiritualmente falando e aqueles que se acham espirituais, mas que de fato são miseráveis, pobres, cegos e que estão nus (3.17; 2Pe 1.8-9) , de modo a envergonhar o santo nome de Cristo.


4. JESUS ADVERTE MOSTRANDO AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA VIDA PECAMINOSA

Jesus não admite o pecado no mundo e muito menos na Igreja (2Tm 2.19).  Ele, num ato de misericórdia, buscando despertar a Igreja, adverte apontando para as duras consequências de uma vida pecaminosa. Os crentes devem se arrepender, “se não”: terão o seu candelabro removido (2.5), ou seja, a sua luz será apagada, e não terão direito a comer do fruto da árvore da vida que está destinado somente aos vencedores (2.7), e não terão direito a coroa da vida que esta destinada apenas aos que forem fiéis até a morte (2.10) e estarão sujeitos à segunda morte que é a condenação eterna, pois somente ao vencedor é dito que de modo algum sofrerá a segunda morte (2.11). Se não houver arrependimento e mudança de atitude, o próprio Senhor Jesus virá contra os impenitentes com a sua espada afiada de dois gumes (2.16), pois Jesus retribuirá a cada um segundo as sua próprias obras (2.23). Se os crentes não estiverem vigiando, serão surpreendidos quando, Jesus, o noivo vier de surpresa e ficarão de fora das bodas (3.3; Mt 25.1-13), terão seus nomes riscados do livro da vida, pois somente os fiéis é que jamais terão os seus nomes apagados deste livro (3.5; Ex 32.33). Se não houver arrependimento, se não houver fervor espiritual, o crente morno deve saber que corre o risco de ser vomitado da boca do próprio Deus (3.16). 


5. JESUS CONVIDA AO ARREPENDIMENTO


Jesus conclama a Igreja ao arrependimento (2.4, 16, 21-24, 3.3, 19).Jesus passeia no meio dos candelabros (2.1), ele anda no meio da Igreja esquadrinhando mentes e corações. Ele enaltece as virtudes, mas também recrimina o pecado, advertindo quanto aos perigos que a Igreja está correndo se persistir no erro, tudo visando à cura e à restauração da santidade da Igreja. Pois o Pai repreende ao filho porque o ama e lhe quer bem (3.19). Jesus concede tempo e oportunidade para o arrependimento até mesmo daquela falsa profetiza Jezabel (2.21)! E para a mais carnal e pecaminosa de todas as sete igrejas, Jesus ainda estende este carinhoso convite, dizendo: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (3.20). Jesus está à porta batendo. Ele não está com um pé de cabra querendo entrar à força. Ele não nos empurra o Evangelho goela à baixo. Jesus não arromba a porta de nosso coração, pois deseja que sejamos receptivos ao seu convite amoroso. Só não aceita quem não quer. Ele não quer filhos contrariados dentro de sua casa. Se o filho quer ir embora, pode ir, mas se volta arrependido, mesmo estando em frangalho, ferido e quebrado, é recebido com beijos, abraços e muita festa! (Lc 15.11-24)


6. JESUS MOTIVA MOSTRANDO AS RECOMPENSAS

Jesus estimula sua Igreja mostrando os galardões ou recompensas que os fiéis receberão no final de sua jornada cristã. O vencedor comerá da árvore da vida que está no Paraíso de Deus (2.7), aquele que for fiel até a morte receberá a coroa da vida (2.10), o vencedor receberá ainda o maná escondido e uma pedra branca com um novo nome nela escrito (2.17), o que vencer e for obediente até o fim receberá autoridade sobre as nações e receberá a estrela da manhã (2.26-28), os vencedores que não contaminaram as suas vestes, andarão com Jesus, vestidos de branco, pois são dignos, e, por isto mesmo, jamais terão o seus nomes apagados do livro da vida, mas serão reconhecidos diante do Pai celeste (3.4-5), o vencedor servirá perpetuamente em posição privilegiada como coluna no santuário de Deus, e receberá em si a inscrição do nome de Deus, do Senhor Jesus Cristo e de sua santa cidade celestial (3.12), e, por fim, o vencedor receberá o direito de sentar-se juntamente com Cristo no seu trono assim como Jesus venceu e recebeu o direito de sentar-se no trono do Pai (3.21). A coroa da vitória é promessa garantida aos que combateram o bom combate, completaram a carreira, e guardaram a fé (2 Tm 4.7). Somos, assim, estimulados à desenvolver nossa salvação como temor e tremor e também à nos empenharmos para confirmar nossa eleição sabendo que é desta forma que estaremos ricamente providos para entrar no Reino Eterno de nosso Senhor e Salvador (2Pe 1.10.11).


7. ÚLTIMA EXORTAÇÃO DE JESUS

No final de cada uma das sete cartas, Jesus dirige uma última exortação, dizendo: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13 e 22). Como também alertou o autor de Hebreus: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração... cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo” (Hb 3.7-12). O Espírito de Cristo está falando e batendo a porta. Ele nos ama e quer o nosso bem, desejando ter comunhão conosco. “Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. Porque, se a mensagem transmitida por anjos provou a sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como escaparemos, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.1-3a). Portanto, “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”!


 

 

Bispo José Ildo Swartele de Mello

      AS SETE CARTAS DO APOCALIPSE
                                
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas Ap 3:22 As sete igrejas do Apocalipse referem-se a igrejas literais descritas no Apocalipse, capítulos 2 e 3. Essas igrejas cristãs estavam localizadas na Ásia Menor durante a época do Império Romano. Embora as igrejas reais deixassem de prosperar nos séculos de controle muçulmano, depois dos romanos, há vestígios arqueológicos de todos os sete locais existentes na atual Turquia. Significado Último das Sete Igrejas São igrejas literais do primeiro século dC. No entanto, elas também têm um significado espiritual para as igrejas e crentes de hoje. O objetivo principal de João ao escrever as cartas para as Sete Igrejas, era entregar um "boletim" de Cristo para as igrejas da época. Um segundo propósito dos escritos inspirados de João era descrever sete tipos de igrejas (e crentes) que surgiria uma e outra vez ao longo da história. As breves cartas às igrejas do Apocalipse, estão como lembretes comoventes para os seguidores de Cristo. Quadro Sinótico das Cartas as Setes Igrejas do Apocalipse Igreja primitiva Cristo falando como: reconhecimento repreensão objetivo para aqueles que se superar em Éfeso Apocalipse 2:1-7 Ele, "que segura as sete estrelas em sua mão direita, que anda no meio dos sete candelabros de ouro" trabalho duro, perseverança, não pode tolerar homens maus "; Nicolaitas nojo como ele desgostos ****", e discernidas falsos apóstolos; Paciência e tendo-se por amor do seu nome, e não te deixaste esmorecer. "... Você abandonou o amor que você tinha no início." ... "Arrepender-se e fazer as obras que você fez em primeiro lugar. Se não, virei a você e tirarei o teu candelabro do seu lugar, caso não te arrependas." "Ao que vencer, eu lhe concederei que se comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus." em Smyrna Apocalipse 2:8-11 "Aquele que é o Primeiro eo Último, que morreu e voltou à vida" "Conheço as tuas aflições e sua pobreza - ainda que você seja rico - ea blasfêmia dos que dizem que eles são judeus e não são, mas são a sinagoga de Satanás." "Não temo o que você está prestes a sofrer. Eis que o diabo está para lançar alguns de vós na prisão, que pode ser testado, e durante dez dias tereis aflições." "Seja fiel até a morte, e Eu te darei a coroa da vida. Aquele que conquista não deve ser ferido pela segunda morte." em Pérgamo 2:12-17 ele "que tem a espada afiada de dois gumes". "Você permanecer fiel ao meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, que foi condenado à morte entre vós, onde Satanás habita." Alguns dos que seguem a doutrina de Balaão: Balaque culto com a ingestão de alimentos sacrificados aos ídolos e práticas de imoralidade sexual; alguns nicolaítas. "Arrependei-vos então. Se não, eu irei com você em breve e contra eles batalharei com a espada da minha boca." "Ao que vencer darei do maná escondido, e eu lhe darei uma pedra branca, com um novo nome escrito na pedra que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe." em Tiatira 2:18-29 "O Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e cujos pés são como bronze polido" "Conheço as tuas obras, o seu amor, fé e serviço e perseverança, e que suas últimas obras excedem o primeiro". Eles toleram a falsa profetisa Jezabel praticando a prostituição no templo e comer carne imolada aos ídolos. Ameaça: a sofrer intensamente, a menos que se arrependam, e atacar os seus filhos mortos. "Vou dar a cada um de vocês como suas obras merecem". Para o resto que não possuem o seu ensinamento: "Eu não vos impor qualquer outra carga; apenas retende o que você tem, até que eu venha." "Ao que vencer e faz as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e ele as regerá com vara de ferro, como potes de barro, quando são quebrados em pedaços, como eu mesmo recebi o poder do meu Pai, vou também dar-lhe a estrela da manhã ". em Sardes 3:1-6 Ele, "que detém os sete espíritos de Deus e as sete estrelas" "Conheço as tuas obras". "Você ainda tem alguns nomes em Sardes, pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas." "Você tem a reputação de estar vivo, e você está morto. fortalece o que está prestes a morrer, porque eu não achei as tuas obras perfeitas diante de meu Deus." Lembre-se que você recebeu e ouviu; manter isso, arrependa-se e. Se você não for acordado, virei como um ladrão ". "O que vencer, como eles, deve ser vestida de branco, e não vou retirar seu nome do livro da vida, eu confessarei o seu nome diante de meu Pai e seus anjos." em Filadélfia 3:7-13 "O santo, o verdadeiro, que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fechará, e que fecha e ninguém abre" "Conheço as tuas obras. Eu sei que você tem um pouco de poder, e ainda assim mantive minha palavra e não negaste o meu nome. Porque guardaste a minha palavra de suportar pacientemente, eu te guardarei da hora da provação que é vai vir em todo o mundo, para tentar os que habitam sobre a terra. " "Eu farei aos da sinagoga de Satanás que dizem que eles são judeus e não são, mas mentem - farei que venham, e curvar-se diante de seus pés, e saber que Eu vos amei." "Retende o que você tem, de modo que ninguém pode tirar sua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, nunca ele deixá-la, e eu escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém que desce do meu Deus do céu, e meu novo nome. em Laodicéia 3:14-22 "O Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus" ("Conheço as tuas obras", mas aqui não é claro reconhecimento positivo). "Porque és morno ****, nem frio nem quente, vou vomitar-te da minha boca". "... Você não sabe, que és um coitado, e miserável, pobre, cego e nu. Por isso aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo ...", "e roupas brancas ...", "e salve para ungir os seus olhos ...". "Aqueles a quem eu amo, eu repreendo e castigo, de modo ser zeloso e arrepende-te." "Eis que estou à porta e bato;. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei e cearei com ele e ele comigo quem vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono , como eu me venci e me sentei com meu Pai no seu trono. " (1) Éfeso (Apocalipse 2:1-7) - a igreja que havia abandonado seu primeiro amor (2:4). O primeiro amor que caracterizou a Efésios era o zelo e ardor com que abraçaram a sua salvação como eles perceberam que amava a Cristo porque Ele os amou primeiro (1 João 4:19) e que era na verdade Seu amor por eles que os fizera "a vida juntamente com Cristo." Então, eles foram esmagados pela alegria que veio da compreensão de seu ex-estado de mortos em delitos e pecados, e sua vida nova em Cristo, que exibiu o fruto da alegria (Efésios 2:1-5 ). Por causa do grande amor de Deus para os Efésios, eles foram "vivificados em Cristo" e que a vida nova foi exibida na paixão de gratidão. Essa paixão pelo Salvador transbordou para o outro e para aqueles na cultura em que habitavam, corruptos como erma. Jesus elogia os Efésios por suas muitas obras boas e trabalho duro. Eles testaram os professores para ver se suas profissões eram reais; eles suportaram as dificuldades e perseveraram sem cansar. Mas eles haviam perdido o seu calor e zelo por Cristo, e quando isso aconteceu, eles começaram a "passar" os movimentos de boas obras, motivadas não pelo amor por Cristo, mas pelas próprias obras. O que antes era uma relação de amor foi resfriado em mera religião. Sua paixão por Ele se tornou pouco mais do que a ortodoxia fria. Rodeado pelo paganismo e falsos mestres, a igreja de Éfeso teria tido uma ampla oportunidade para corrigir a falsa doutrina e confrontar os professores heréticos. Em vez de seguir a Cristo com a devoção que mostrou uma vez, como uma noiva que segue o seu noivo "através do deserto" (Jeremias 2:2), Efésios estava em perigo de cair longe de Cristo completamente. É por isso que Ele adverte aqueles que têm "ouvidos para ouvir" para provar a realidade de sua salvação, devolvendo a Ele e reacendendo o amor que tinha começado a esfriar. Sem dúvida, havia entre os Efésios aqueles cuja profissão era falsa e cuja audiência havia se tornado entorpecida. Ele adverte o resto para não segui-los, mas se arrepender e voltar para Ele com a paixão que tinha por Ele no inicio da vida cristã. Enfrentamos os mesmos desafios no século XXI. Há poucas igrejas que não estão sujeitas, e em perigo de, uma certa quantidade de falsos ensinamentos. Mas Jesus nos chama para falar a verdade em amor (Efésios 4:15), e para não deixar que a frustração de falso ensino domine acima do amor de Cristo em nós (Efésios 4:31-32). O nosso primeiro amor é o amor que Cristo nos dá a Deus e uns aos outros. Devemos ser zelosos pela verdade, mas que o zelo deve ser temperado de modo que estamos sempre "falando a verdade em amor, vamos em todas as coisas crescer dentro Dele que é o chefe, isto é, Cristo" (Efésios 4:15 ). Quem eram os Nicolaitas? Ap 2:6 A origem exata dos nicolaítas é clara. Alguns comentaristas da Bíblia acreditam que eles eram uma seita herética que seguia os ensinamentos de Nicolas-cujo nome significa "aquele que conquista as pessoas", que foi possivelmente um dos diáconos da igreja primitiva mencionado em Atos 6:5. É possível que Nicolas tornou-se um apóstata, negando a verdadeira fé e se tornou parte de um grupo seguindo "a doutrina de Balaão", que ensinou Israel "pecar por comer carne imolada aos ídolos e cometer imoralidade sexual." Clemente de Alexandria diz: "Eles entregaram-se ao prazer como cabras, levando uma vida de auto-indulgência." A graça de ensino pervertido é substituída pela liberdade com licenciosidade. Outros comentaristas acreditam que estes nicolaítas não foram chamados a partir de qualquer homem, mas a partir do Nicolah palavra grega, que significa "vamos comer", como eles muitas vezes incentivados uns aos outros para comer coisas sacrificadas aos ídolos. Qualquer que seja a teoria é verdadeira, é certo que as obras dos nicolaítas eram uma abominação a Cristo. Eles, como os gnósticos e outros falsos mestres, abusaram da doutrina da graça e tentaram introduzir licenciosidade em seu lugar (2 Pedro 2:15, 19; Judas 1:4). Jesus elogia a igreja de Éfeso por odiar as obras dos nicolaítas, como ele faz (Apocalipse 2:6). Sem dúvida, os líderes da igreja de Éfeso protegeram o seu rebanho a partir dessas heresias destruidoras e evitaram que as suas pessoas cometessem os mesmos atos malignos. Todo o pecado é odioso a Cristo, como deve ser aos Seus seguidores, como odeio obras dos homens maus, e não os próprios homens. Para a igreja de Pérgamo, Jesus não tinha elogios, mas censura. Ao contrário de Efésios, que realmente abraçou os ensinamentos dos nicolaítas (Apocalipse 2:15). Jesus adverte que se não se arrependerem, eles estão em perigo de o julgamento que é certo para cair sobre aqueles que ensinam falsa doutrina, atacar Sua Igreja, e destruir Seu povo. A espada do julgamento está pairando sobre suas cabeças, e sua paciência não é ilimitada (Apocalipse 2:16; 19:15). A lição para nós é que a igreja do Senhor Jesus ao longo dos tempos tem sido assolado por aqueles de espírito nicolaíta. A única maneira de reconhecer o falso ensino é estar intimamente familiarizado com a Verdade através do estudo diligente da Palavra de Deus. (2) Esmirna (Apocalipse 2:8-11) - a igreja que sofreria perseguição (2:10). Tanto Esmirna como Filadélfia estão cercadas por aqueles que afirmam ser cristãos, mas não são. Porque Smyrna é mais verdadeiramente justa do que algumas outras igrejsa do fim dos tempos, Satanás odeia e traz pesada perseguição religiosa sobre eles. Eles podem ser alguns daqueles citados em Daniel 11 que mostram força diante de tanta perseguição e "realizam grandes façanhas." Smyrna sofre perseguição por dez dias. Quanto tempo é esse? Apocalipse 2:10 ; Daniel 1:12 , 14; Números 14:34 ; João 16:33 . Daniel e seus companheiros comeram vegetais durante dez dias literais, então talvez esta perseguição durará dez dias também. Por outro lado, Deus às vezes usa um dia para representar um ano, talvez por isso Smyrna terá de enfrentar dez anos de perseguição. Daniel 11:32-35 indica "muitos dias", "alguns dias" (A Bíblia enfatiza) ou "para alguns tempo "(The New American Bible). Os comentários dizem que ele poderia ser metafórico, significando "um curto espaço de tempo." Nesse caso, devemos esperar o melhor e se preparar para o pior! Jesus diz que aqueles que são Dele vai sofrer perseguição, mas não devemos temer, pois Ele venceu o mundo . Ele vai nos ver através dele. A Pedra Branca Ap 2:17 O significado da pedra branca é um mistério para os estudiosos da Bíblia. No entanto, várias interpretações foram oferecidas: • Na Grécia antiga, os membros do júri lançariam uma pedra branca para significar uma absolvição, enquanto uma pedra negra proclamava o réu culpado. A fraqueza dessa interpretação é que as pedras lançadas nos tribunais não têm nomes inscritos nelas. • Um pequeno objeto chamado de "tessera", feito de madeira, pedra, barro ou osso, transmitia privilégios especiais para seu proprietário. Os antigos romanos usavam ​​tesselas como fichas de admissão para eventos na arena. No entanto, tesselas não tem que ser de cor branca, e a durabilidade dos materiais utilizados, é questionável. • Uma pedra branca era freqüentemente usada como um amuleto ou encanto. No entanto, este costume foi associado com feitiçaria, por isso seria estranho se a Bíblia usasse como um símbolo de salvação. • Outra interpretação tem a ver com o material de construção usado durante o tempo em que João escreveu o Apocalipse. Edifícios importantes foram feitos geralmente de mármore branco, incluindo o templo de Esculápio em Pérgamo (a cidade da igrejaa que Jesus está se dirigindo em Apocalipse 2:17). Em frente ao templo, foram feitos pilares de mármore branco, gravados com os nomes das pessoas supostamente curadas pelo deus. • Uma das explicações mais aceitas da pedra branca tem a ver com peitoral do sumo sacerdote, que continha doze pedras. Cada uma dessas pedras tinha o nome de uma das doze tribos de Israel gravado nele (Êxodo 28:21). Como ele ministrava no templo, o sumo sacerdote trazia os nomes do povo de Deus na presença de Deus. Da mesma forma, a "pedra branca" com o nome do crente escrito por ele poderia ser uma referência a nossa posição na presença de Deus. • Outra explicação difundida sugere que a pedra branca pode ser uma pedra translúcida precioso como um diamante. A palavra traduzida como "branco" em Apocalipse 2:17 é leukos e também pode significar "brilhante, brilhante." Esta interpretação sustenta que na pedra está escrito o nome de Cristo, não o nome do crente. Apocalipse menciona que o nome de Cristo está escrito na testa dos santos (Apocalipse 3:12, Apocalipse 14:1, e Apocalipse 14:20). O melhor sentido da pedra branca, provavelmente tem a ver com o antigo costume romano de concessão de pedras brancas para os vencedores de jogos atléticos. O vencedor de um concurso era premiado com uma pedra branca com seu nome inscrito nele. Isso serviu como seu "bilhete" para um banquete de premiação especial. Segundo essa visão, Jesus promete a entrada de vencedores para a comemoração de vitória eterna no céu. O "novo nome" provavelmente se refere ao trabalho do Espírito Santo de conformar os crentes à santidade de Cristo (veja Romanos 8:29, 3:10 Colossenses). (3) Pérgamo (Apocalipse 2:12-17) - a igreja que precisava se arrepender (2:16). Onde estava o trono de Satanás? O Altar de Pérgamo é uma estrutura maciça originalmente construído no século 2 aC, na antiga cidade grega de Pergamon. O templo foi dedicado ao deus grego Zeus. O Altar de Pérgamo, fora do Império Otomano. A partir do local da escavação original, o líder da equipe alemã arqueológico por Carl Humann, e reconstruíu o Museu Pergamon em Berlim, no século 19, onde pode ser visto ao lado de outras estruturas monumentais como o Porta de Ishtar da Babilônia. O altar tem um medidor de 113 (371 pés) friso escultórico representando a longo gigantomaquia, ou a luta dos deuses e os gigantes. Na mitologia grega, os Gigantes eram filhos de Ge (a mãe Terra primordial), que foi fertilizado pelo sangue de Urano e resultou de sua castração por Cronos. Hitler e o altar de Zeus Um arqueólogo alemão Carl Humann, começaram a escavar o altar em Sept.9, 1878. O altar voltou à Alemanha e foi reconstruído. Kaiser Wilhelm II celebrou a sua edificação em Berlim, em 1902. Em 1933, Adolph Hitler foi eleito chanceler da Alemanha. Em 1934 ele tornou-se ditador e ordenou a construção da Tribuna no Zeppelin Field, em Nuremberg para seus comícios nazistas. O arquitecto, Albert Speer, usou o Altar de Pérgamo como o modelo para o Zeppelintribüne. O Púlpito do Führer estava no centro da tribuna, que foi construído de 1934-1937 por Adolph Hitler. (4) Tiatira (Apocalipse 2:18-29) - a igreja que tinha uma falsa profetisa Jezebel (2:20). Você já ouviu falar de alguém que vivia em Tiatira?. Em Atos 16:14 uma senhora chamada Lídia morava lá. Ela era uma vendedora de púrpura, um pano roxo que foi tingido de púrpura. Tiatira era o centro de uma indústria de tingimento. Muitos dos primeiros cristãos lá estavam no negócio de tingimento. A maior fonte de lucro em Tiatira era um corante vermelho brilhante que os antigos chamavam de roxo. Na verdade, não era púrpura, era vermelho, vermelho brilhante. Tintureiros comerciais de produtos de lã naqueles dias eram membros de associações comerciais. Isto expõe um problema para os cristãos - Também de hoje que se juntam a alguns sindicatos. As associações de comércio adiantados em Tiatira realizavam refeições comuns em um templo pagão e comiam comida que havia sido oferecida aos ídolos. Será que você come a comida que havia sido oferecida aos ídolos? Não, se você é um cristão verdadeiro, porque é descrito em muitos lugares na Bíblia que não devemos fazer isso. Nessas grandes corporações comerciais, houve alegria e embriaguez e todos os tipos de coisas. Uma mulher chamada Jezabel foi encorajar os cristãos a ir em frente e se juntar a esses sindicatos, ir em frente e assistir a estas festas. Porque o Senhor o protegeria de danos espirituais de qualquer maneira. Então, comer beber e ser feliz é o que tem que ser feito para ganhar a vida. Jesus descreve o problema de Jezabel em Apocalipse 2:20 "No entanto, tenho contra ti. Que toleras Jezabel, que se chama profetisa Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual ea comerem alimentos sacrificados aos ídolos. . Aparentemente, a maioria da igreja tolerava ou permitia as heresias de Jezabel. Que cor Jezebel vestia? Vermelho. É interessante não é? A cor de Thyatira. O traje desta igreja apóstata. Apocalipse 2:21,22. "E dei-lhe tempo para se arrepender (Deus é paciente.) De sua imoralidade, mas ela não está disposta. Assim que a porei numa cama de sofrimento, e eu farei aqueles que cometem adultério com ela sofrer intensamente, a menos que se arrependam de suas formas." O julgamento trata da líder, Jezebel, e depois para os seus seguidores. Seus seguidores ainda podem se arrepender, mas seu destino está selado. O castigo de Jezabel se encaixa com o seu crime. Sua cama era um lugar de imoralidade e ela sofre condignamente. O pecado paga de acordo com nossas ações. Talvez Jezebel fosse um membro da igreja. Líderes talentosos ainda podem enganar. Ela se chamava uma profetisa. Uma mulher pode ser profeta? Absolutamente! A Bíblia descreve oito senhoras diferentes que eram profetisas verdadeiras de Deus. Êxodo 15:20, Juízes 4:4, II Reis 22:14, Lucas 2:36 e Atos 21:9. Mas, considerando a condenação de Jesus a Jezabel, sabemos que ela era um falso profeta. (5) Sardes (Apocalipse 3:1-6) - a igreja que tinha adormecido (3:2). Sardes era uma cidade situada no sopé do Monte Tmolus. Foi a capital do antigo reino da Lídia no século 7 aC e tornou-se uma importante cidade depois que foi conquistada por Ciro, o Grande no século 6 aC. No primeiro século dC Sardes tinha passado para as mãos dos romanos. Apesar de um terremoto destruir Sardes em 17 dC, a cidade foi rapidamente reconstruída. Sardes acreditava ter sido a primeira cidade em que foi convertida pela pregação do apóstolo João. Ela também pode ter sido a primeira cidade em que se rebelaram contra o cristianismo e uma dos primeiras que foi colocada em ruínas. Os habitantes de Sardes tinham má reputação entre os antigos pelos seus modos voluptuosos da vida. Pode ser uma alusão a este fato a mensagem de Deus para a igreja quando ele diz: "Você tem alguns nomes, mesmo em Sardes que não contaminaram suas vestes;" (Apocalipse 3:4). (6) Filadélfia (Apocalipse 3:7-13) - a igreja que tinha sofrido pacientemente (3:10). A igreja em Filadélfia (3:7-13) situou-se em um importante entroncamento da estrada que corria pós imperial de Roma através de Trôade , Pérgamo e Sardes até Tarso ao Oriente. Eles tinham uma porta aberta através da qual a compartilhavam o Evangelho. Mas aqui também existia a sinagoga de Satanás contra os crentes. Embora nenhuma evidência arqueológica para uma sinagoga tenha sido encontrada, uma inscrição do terceiro século foi encontrada a 10 quilômetros a leste da cidade mencionando uma "sinagoga dos hebreus". Filadélfia foi localizado em uma região propensa a terremotos chamado Catacecaumene. Ambos Sardes e Filadélfia foram devastadas por terremotos em 17 dC. Templos asiáticos foram construídos para resistir a terremotos severos. Suas bases foram lançadas em leitos de carvão coberto com velo de lã, que causaram a estrutura para "flutuar" sobre o solo como uma jangada. Cada bloco foi unido a outro por cólicas de metal, de modo que a plataforma era uma unidade. O templo seria a estrutura mais segura na cidade, daí a promessa de ser um pilar no templo de Deus . Pilares inscritos são encontrados em todo Egeu da Turquia. Um exemplo dramático é o templo de Zeus em Euromos com inscrições dedicatórias em dez dos onze pilares em pé. Jesus vai escrever nomes divinos, bem como o seu novo nome sobre os humanos pilares . Porque guardaste a minha mensagem de resistência, eu vou mantê-lo seguro na hora da provação que há de vir ao mundo inteiro para testar habitantes da terra. Eu venho sem demora. Retende o que você tem, de modo que ninguém pode tirar sua coroa.Ap 3:10,11 (7) Laodicéia (Apocalipse 3:14-22) - a igreja com a fé morna (3:16). Rev 3:15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente: Quem dera fosses frio ou quente. Muito é dito pelo fato de que havia fontes de água quente na área. Talvez esta é realmente uma referência às águas termais em Laodicéia, mas independentemente disso, ainda podemos inferir uma verdade espiritual. Água fria traz refresco, e água quente pode trazer limpeza, mas muito poucos de nós em qualquer sociedade tem muito uso de água morna. Espiritualmente falando, parece que aqueles que são como "brasas" e queimam com paixão por Jesus Cristo podem trazer mudança para que os rodeiam. Conseqüentemente, aqueles que são frios são mais aptos a reagirem quando entram em contato com o calor e a luz. Aqueles que são morna ou "meio da estrada" são menos propensos a afetar ou ser afetado por nenhum dos grupos. Parece que é mais fácil obter um indivíduo "frio" (alguém claramente fora de comunhão com Deus) para reconhecer o seu / sua necessidade de arrependimento, mas é muito difícil conseguir uma pessoa morna para assumir a responsabilidade por suas ações. Cristo nos disse que "o sal é bom", mas se o sal perder o que é saborear, é bom para nada! Apocalipse 3:16 Assim, porque és morno, nem frio nem quente, vomitar-te eu vou sair da minha boca A condição espiritual morna é uma abominação para um Deus santo. Como podemos ser tão apáticos quando Cristo fez grandes coisas por nós? Como escaparemos nós, se nós "negligênciarmos tão grande salvação" que Jesus nos proporcionou? Aqueles que optarem por ser indiferente aos mandamentos de Cristo e ainda assim permanecer "no banco de igreja" fazê-lo em seu próprio risco. Vemos que, talvez, o maior perigo reside em um tipo de "medíocre" da fé. Infelizmente esta é a condição predominante nestes últimos dias. Encontramos (especialmente no Ocidente) onde quase todo mundo diz ser um "cristão". A maioria das pessoas baseiam essa profissão não no fato de que eles realmente se arrependeram de seus pecados e nasceram de novo, mas sim por causa da falta de lógica, como "Eu sou um membro de tal e tal igreja", ou "eu fui criado em um lar cristão ", ou" Eu fui batizado quando criança. " É muito difícil estabelecer uma nítida distinção entre a igreja e o mundo nestes últimos dias. Paulo advertiu a Timóteo que nos últimos dias a igreja estaria infectado com aqueles que "têm uma forma de piedade, mas negando a eficácia dela ... Destes afasta-te." Muito do que passa para o cristianismo, não é nada mais do que "psicologia pop" ou pensamento positivo. O destino da morna é realmente um ser terrível, vomitado da boca de Deus. Alguns advertem contra a leitura para muito sobre a natureza antropomórfica de frases como "ponto de vomitar-te da minha boca", mas uma coisa a considerar como alguém pode ser expulso se eles nunca foram inclusos, em primeiro lugar. Estas são coisas para considerar em espírito de oração, de fato! *Estudo realizado considerando várias e confiáveis fontes de pesquisa cristãs. Todos os lugares consultados constam como links no artigo que empreendeu em média cinco horas para ser concluido. Autorizada a reprodução, citando o blog Tenda na Rocha.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Ana, a mulher que esperou em Deus
                 
                                          



Leia I Samuel 1:-8 e Reflita

Ana enfrentava um sofrimento familiar profundo que acomete muitas mulheres. Ela não podia ter filhos. Na época de Ana, ser estéril era sinônimo de vergonha e desgraça. Além disso, Ana ainda tinha que agüentar as provocações de Penina, a outra mulher na casa. Imagine você, sendo dia após dia humilhada uma mulher que tinha filhos, mas que era ressentida porque seu marido, Elcana, favorecia Ana. Ana encontrava-se em um conflito entre o amor de seu marido, o ódio da rival e a própria infertilidade.
Ana servia a Deus, e sabia que era pra ele que era poderia correr. A Bíblia nos fala que ela estava amargurada, e que ela orou e chorou muito diante do Senhor. Ana fez uma promessa ao Senhor, de que entregaria seu filho a ele, para servi-lo, se Deus a respondesse. Quando Deus concedeu-lhe o filho, ela cumpriu o que prometera. É claro que você não pode influenciar Deus com promessas sobre o que vai fazer se ele atender a oração; Deus conhece o seu coração e sabe se você está fazendo apenas uma troca com ele, mas se prometer algo a Deus deve cumprir a promessa. Qualquer outra atitude é tentativa de manipular Deus.
Ana buscou em Deus a resposta para seu problema. Ela perseverou em oração e chorou muito clamando ao Senhor por um filho. Ela não desistiu, mesmo sendo vista como bêbada pela forma como ela orava.
A Bíblia nos fala que depois de ter encontrado o sacerdote, Ana não ficou mais triste. Ela comeu e foi adorar a Deus juntamente com seu marido, e naquela noite Deus atendeu ao pedido de Ana.
Ana é um exemplo para nós, e podemos aprender algumas lições com ela.

1 – Ana buscou em Deus a solução para seu problema: Embora o problema parecesse impossível de ser resolvido, levando em vista que na época de Ana não havia a tecnologia e os tratamentos que temos hoje, Ana servia a Deus e sabia que ele poderia mudar a sua situação. Não vemos Ana reclamando ou murmurando com outras pessoas a respeito da sua infertilidade e muito menos sobre a humilhação que era submetida por Penina. Ao invés disso, ela falou com o Senhor, o único que poderia ouvi-la e fazer algo a respeito.

2 – Ana perseverou em oração: A Bíblia nos fala que Ana perseverou no Senhor, clamando e derramando seu coração diante dele. Ana chorou muito em suas orações, pois estava machucada e amargurada. Mas ela sabia que Deus estava ali com ela e que ele estava recebendo suas lágrimas. Ela não desistiu. Perseverou até o fim.

3 – Ana adorou e alegrou no Senhor, pois confiava em sua palavra: A Bíblia nos diz que a perseverança trás esperança (Rm 5:4) e Deus viu que Ana estava perseverando em oração. Por isso mandou o sacerdote Eli falar com ela. Quando Eli chegou ao templo e viu Ana orando ele pensou que ela estivesse bêbada (I Sm 1:13-14), mas quando Ana lhe disse que estava orando ao Senhor Eli lhe deu uma palavra de esperança enviada pelo Senhor (I Sm 1:17). Ao ouvir isso Ana se levantou não mais amargurada, mas feliz, crendo que Deus iria cumprir sua palavra. Ela, juntamente com seu marido, foi adorar a Deus. Eu imagino que Ana agradeceu muito a Deus, e depois de tantas lágrimas conseguia sorrir diante do altar da adoração.

4 – Ana entregou ao Senhor aquilo que dele recebera: Ana havia feito uma promessa ao Senhor, de que lhe entregaria seu filho para servi-lo, se ele atendesse seu pedido. Ana não estava barganhando com Deus, ela estava disposta a devolver a Deus o presente que ele lhe desse. Ela não queria um filho para dar o troco em Penina por todas as humilhações que passou. Ela não queria um filho para ser melhor do que outras mulheres que também não podiam ter. Ela queria um filho para ser completa, para ter uma família completa, para cumprir uma ordenança do próprio Deus (Gn 9:1). Por isso Deus lhe concedeu um filho. Ele sabia que ela estava disposta a abrir mão dele por seu amor ao Senhor.

Muitas vezes Deus não nos dá o que pedimos porque nossas intenções não agradam o coração dele. Ele sabe que se nos der o que pedimos isso irá nos corromper e nos afastar dele. Deus tem prazer em dar presentes aos seus filhos, mas muitas vezes não os dá porque sabe que não ainda não estamos prontos.
Quando conseguimos entender o que é esperar em Deus e devolver a ele o que é dele, então ele tem prazer em nos dar o que pedimos.

Que sejamos como Ana, mulher que amava e servia ao Senhor e que entendia que ele tinha o melhor para ela no tempo certo

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